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Fernando Rodolfo vai até o último minuto em defesa do professor, mas Comissão nega

“ É injusto mexer com a aposentadoria do professor, porque sem ele o Brasil não progride”, justificou Rodolfo, quando defendeu a exclusão dos educadores nas mudanças da Reforma proposta.
Por Sandro de Moura - 05 De Julho De 2019, 09:43 AM

IMAGEM: Fernando Rodolfo cumpre seu primeiro mandato como deputado Federal por Pernambuco e pertence ao PL. (Foto: Assessoria parlamentar)

O deputado federal Fernando Rodolfo (PE) defendeu até o fim a exclusão dos professores da rede pública das mudanças da Previdência Social. Apresentou hoje à noite (quinta,4), na Comissão Especial da Previdência, o destaque (acréscimo ou supressão sobre o texto original) do seu partido, o PL, mantendo as atuais regras previdenciárias para os professores, mas sua proposta foi negada, por 30 votos a 18. “ É injusto mexer com a aposentadoria do professor, porque sem ele o Brasil não progride”, justificou Rodolfo.

O destaque defendido pelo deputado pernambucano, apoiado pelos partidos de oposição na Comissão Especial, mantinha as regras atuais na aposentadoria dos professores. Suprimia, da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Reforma da Previdência, o dispositivo que aumentava para 60 anos (homens) e 57 anos (mulheres) a idade da aposentadoria e para 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) o tempo de contribuição dos professores ao INSS.

Pela proposta colocada em votação, que não passou na Comissão Especial por pressão do governo, ficariam preservadas, assim, para os homens, as condições de 55 anos de idade e 30 anos de contribuição e 50 anos de idade e 25 de contribuição para as mulheres.

“Só conseguimos realizar sonhos porque tivemos, lá atrás, professores, que se doam e se dedicam diariamente nas salas de aula por uma educação melhor. É uma crueldade, um absurdo, um tapa na cara dificultar a justa aposentadoria do magistério público”, enfatizou Fernando Rodolfo.

Texto: Luiz Roberto Marinho



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