IMG-LOGO
Home > Variedades > MEA CULPA GLOBAL: Rede Globo pede desculpas por ataque à Heloísa Bolsonaro

Variedades

Imagem: Internet

MEA CULPA GLOBAL: Rede Globo pede desculpas por ataque à Heloísa Bolsonaro

A (ainda) gigante da comunicação, Rede Globo, vem criando de forma inédita na sua história, uma seleção de erros crassos no jornalismo. Um veículo deste não pode errar tanto nem tomar tanto partido, como vem acontecendo desde a campanha de Bolsonaro à presidência.
Por Sandro de Moura - 17 De Setembro De 2019, 08:03 AM


É fato que a mídia pode errar. Esta, assim como todas as atividades exercidas por seres humanos, é falível. Mas o que se percebe na Globo, além dos constantes erros jornalísticos, do verdadeiro massacre midiático imposto ao presidente Jair Bolsonaro, eleito democraticamente pela maioria da população brasileira, a emissora – notadamente através da editoria da Revista Época, - passou a atacar com veemência a honra e a intimidade de pessoas que a rigor, não tem nada a ver com os cortes de verbas e contingências impostas pelo atual governo, casos específicos da avó de Michelle e de Heloísa Wolf Bolsonaro.


Na busca do fuiro a qualquer custo e de manter acirrados as ânimos de uma sociedade já dividida em cores e partidos, as duas reportagens de má fé e notadamente aéticas  foram realizadas pela equipe da Época, numa mostra de que para ao grupo Globo, “tudo vale a pena”.


No caso específico de Heloisa, não restava outra alternativa a direção da Rede Globo, senão um pedido solene de desculpas. É o mínimo que se podia esperar.


Não obstante a demora, a nota do Conselho Editorial da Rede Globo foi apresentada no início da noite desta segunda-feira (16).


VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA:


“Como toda atividade humana, o jornalismo não é imune a erros. Os controles existem, são eficientes na maior parte das vezes, mas há casos em que uma sucessão de eventos na cadeia que vai da pauta à publicação de uma reportagem produz um equívoco.


Foi o que aconteceu com a reportagem “O coaching on-line de Heloisa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, publicada na última sexta-feira. ÉPOCA se norteia pelos Princípios Editoriais do Grupo Globo, de conhecimento dos leitores e de suas fontes desde 2011. Mas, ao decidir publicar a reportagem, a revista errou, sem dolo, na interpretação de uma série deles.


É certo que em sua seção II, item 2, letra “h”, está dito: “A privacidade das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e em seu lugar de trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a participar de reportagens”. A letra “i” da mesma seção abre a seguinte exceção: “Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros – por definição abdicam em larga medida de seu direito à privacidade. Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que envolva o maior número possível de pessoas”.


O erro da revista foi tomar Heloísa Bolsonaro como pessoa pública ao participar de seu coaching on-line. Heloisa leva, porém, uma vida discreta, não participa de atividades públicas e desempenha sua profissão de acordo com a lei. Não pode, portanto, ser considerada uma figura pública. Foi um erro de interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou evidente para a revista.


Em sua seção 1, item 1, letra “r”, os Princípios Editoriais do Grupo Globo determinam: “Quando uma decisão editorial provocar questionamentos relevantes, abrangentes e legítimos, os motivos que levaram a tal decisão devem ser esclarecidos”. E o preâmbulo da mesma seção estabelece com clareza: “Não há fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros. Quando eles acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente”.


É ao que visa esta Carta aos Leitores. Explicar o que levou à decisão editorial equivocada, reconhecer publicamente o erro e pedir desculpas a Heloísa Bolsonaro e aos leitores de ÉPOCA.”



Compartilhar: